Ausência do PDT em reunião de Dilma com aliados não foi retaliação, diz ministro

Luiz Sérgio, titular das Relações Institucionais, negou que governo tenha reagido à votação dividida do partido na questão do mínimo

Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo

02 de março de 2011 | 14h25

BRASÍLIA - O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, negou que o fato de o governo não ter convidado o PDT para a reunião desta quarta-feira entre a presidente Dilma Rousseff e líderes aliados tenha sido uma retaliação à postura do partido, que votou dividido no projeto de lei de reajuste do salário mínimo.

 

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"Foi uma reunião em que a presidente Dilma convidou 100% dos aliados a ela", justificou Luiz Sérgio. "Não foi uma retaliação. Não trabalhamos com retaliação", ressaltou o ministro, acrescentando que como prova disso, a presidente pretende reativar o Conselho Político, formado por líderes e presidentes de partidos, e que, nele, o PDT estará representado. "Quero reafirmar: o governo convidou os líderes. Foi um primeiro contato. E a grande novidade é que a presidente pretende restabelecer o conselho político", afirmou Luiz Sérgio.

 

O líder do PR, Lincoln Portela (MG), disse que a ausência do PDT na reunião não foi sequer comentada durante o encontro com a presidente. "A conversa aconteceu tão naturalmente que nem lembramos. Isso quem está me lembrando agora são vocês", afirmou o líder, dirigindo-se aos jornalistas. Segundo ele, o PDT não está fora da base. "Ele é um partido da base, mas quem responde pelo PDT não sou eu", disse.

 

Portela disse também que não foram discutidos os cortes de emendas parlamentares, pelo governo, e nem o reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física."Todo mundo está muito satisfeito com o governo da presidente Dilma", garantiu. Ele disse também que a presidente fez um relato do programa Minha Casa, Minha Vida e informou que os cortes no orçamento não vão alterar o programa.

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