Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Ausência de senador favorável ao Coaf com Moro impõe derrota ao governo

Telmário Mota (PROS-RR) não participou da reunião; item foi votado com 14 votos favoráveis, o mínimo necessário entre os 26 membros da comissão

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 12h35

BRASÍLIA - Após o Centrão e parlamentares da oposição se juntarem para tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a comissão de deputados e senadores que analisa a medida provisória da reforma ministerial votou por transferir o órgão para o Ministério da Economia. O item foi votado com 14 votos favoráveis, ou seja, o mínimo necessário entre os 26 membros da comissão. Entre os parlamentares, 11 votaram contra a manobra.

O senador Telmário Mota (PROS-RR), que tinha retornado como titular na comissão e era favorável ao Coaf com Moro, não estava presente na reunião, deixando a vaga com o senador Jean Paul Prates (PT-RN), que votou por passar o órgão para a Economia. Na quarta-feira, 8, Mota declarou que havia um movimento de trocar titulares para que o Coaf saísse do Ministério da Justiça, mas não compareceu à reunião nesta quinta.

Votaram para tirar o Coaf das mãos de Moro os deputados Valtenir Pereira (MDB-MT), Elmar Nascimento (DEM-BA), Célio Silveira (PSDB-GO), Arthur Lira (PP-AL), Marx Beltrão (PSD-AL), Alexandre Padilha (PT-SP), Luiz Carlos Motta (PR-SP), Camilo Capiberibe (PSB-AP) e Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Rogério Carvalho (PT-SE), Jayme Campos (DEM-MT), Nelsinho Trad (PSD0MS) e Jean Paul Prates (PT-RN).

Para deixar o Coaf no Ministério da Justiça, votaram os senadores Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Simone Tebet (MDB), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Rose de Freitas (Pode-ES), Juíza Selma (PSL-MT), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Otto Alencar (PSD-BA) e os deputados Filipe Barros (PSL-SP), Diego Garcia (Pode-PR) e Daniel Coelho (Cidadania-PE).

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