Ausência de acordo para votar LDO ameaça recesso do Congresso

Obstrução à votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias é retaliação de deputados ao governo

Ricardo Brito e Débora Alvares - Agência Estado,

11 de julho de 2013 | 22h15

BRASÍLIA - O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Lobão Filho (PMDB-MA), anunciou nesta quinta-feira, 11, que não houve acordo para votar o relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Apesar de o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ter garantido mais cedo a folga de meio de ano, sem a votação da LDO, os deputados e senadores não devem entrar em recesso parlamentar, marcado para iniciar a partir da próxima quinta-feira, dia 18.

Em pronunciamento no plenário do Senado, Lobão Filho disse que na próxima terça-feira, dia 16, a comissão votará o relatório preliminar da LDO. Contudo, não há acerto para se votar o relatório final. "Fico triste porque tentei de todas as formas possíveis que pudéssemos votar", disse o senador.

Segundo Lobão Filho, no Senado havia fechado acordo para votar o texto final da LDO a tempo. Mas na Câmara, com exceção do PT, todos os partidos têm obstruído as votações há pelo menos três semanas. Os deputados, segundo o senador, desejavam votar o orçamento impositivo, segurado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e a adoção de uma sistemática de apreciação de vetos presidenciais.

Politicamente, a não votação da LDO é uma retaliação de deputados da base aliada e da oposição ao governo Dilma Rousseff. "É lamentável que, agora, nós não tenhamos sinais de uma definitiva votação", afirmou Renan Calheiros, após a manifestação do presidente da CMO.

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