Aumentou número de mortos nas estradas na semana do ano-novo

A Polícia Rodoviária Federal registrou na semana do ano-novo aumento de 2,83% no número de mortes nas rodovias federais em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 109 mortos, 1.002 feridos e 1.707 acidentes em decorrência de ultrapassagens inadequadas, alta velocidade e consumo de bebidas alcóolicas.As más condições das pistas e a falta de sinalização também contribuíram, em menor grau, segundo avaliação da polícia, para o índice considerado elevado de vítimas fatais. ?É frustrante analisar esses números?, afirmou o inspetor Reinaldo Szydloski, coordenador de operações da Polícia Rodoviária Federal.Operação Ano-NovoAo apresentar o balanço da Operação Ano-Novo, ele disse que a violência continua crescendo nas rodovias, embora o número de acidentes tenha diminuído na comparação das últimos duas viradas de ano. O total de acidentes caiu 12,77%, e o de feridos, 18,31%. A Operação Ano-Novo mobilizou, entre os dias 27 de dezembro de 2002 e 1º de janeiro deste ano, seis mil policiais e utilizou 1.600 viaturas.A violência foi maior no domingo, 29, e no retorno dos motoristas a suas cidades de origem, no dia 1º. O número de mortos chegou a 25 em cada um desses dias. No Estado de São Paulo, a situação foi melhor do que a média nacional. O número de mortes caiu 36,36%, e o de acidentes, 10%.A malha rodoviária paulista apresentou 178 colisões, com sete mortos e 68 feridos. As mortes nas pistas federais do Estado ocorreram nos três últimos dias da operação. Só no dia 1º cinco pessoas morreram.Minas teve o maior número de mortosCom uma rede de 67 mil quilômetros de rodovias federais, a maior do País, Minas Gerais liderou o ranking de mortes nas estradas na semana do ano-novo: 26 pessoas morreram. Na estatística de vítimas fatais também se destacaram Bahia (14), Rio de Janeiro (10) e Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com sete mortos cada.O Rio teve o maior aumento de vítimas fatais; no réveillon anterior, três pessoas haviam morrido. O inspetor Reinaldo Szydloski avalia que as campanhas de conscientização de motoristas têm resultados insatisfatórios.?A transformação do nosso motorista só ocorre quando ele perde na parte mais sensível, no bolso?, afirma. Ele defende medidas de conscientização dos futuros motoristas, pois alega que jovens e crianças são mais receptivos."Campanhas são insatisfatórias"?Em relação aos outros, a melhoria de comportamento ocorre geralmente com repressão e fiscalização.? Nos últimos anos, as campanhas de conscientização do governo, dos meios de comunicação e de organizações não-governamentais deram ênfase às ultrapassagens. Mesmo assim, colisões frontais e laterais representaram 40% dos acidentes.Ultrapassagens inadequadas e álcoolIsso mostra, segundo a polícia, que as ultrapassagens inadequadas continuam sendo uma das principais causas dos acidentes com feridos e mortos. Relatórios divulgados anteriormente pelo governo apontam que o consumo de álcool também continua assustando e matando nas estradas. Estima-se que esse fator está presente em mais de 50% dos acidentes.

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