Aumento para militares pode chegar a 34,99%, informa Jobim

Segundo o ministro, aumento da remuneração terá impacto de R$ 1,68 bilhão no Orçamento deste ano

Agência Câmara, Agencia Estado

31 Outubro 2007 | 15h56

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou nesta quarta-feira, 31, que a proposta em análise para o aumento da remuneração dos militares terá impacto de R$ 1,68 bilhão no Orçamento deste ano. Pela proposta, os reajustes serão parcelados e vão variar entre 27,62% (para os maiores vencimentos) e 34,99% (para os menores).   Como os reajustes serão escalonados até setembro do próximo ano, o impacto nas contas públicas nos próximos exercícios seria de R$ 5,89 bilhões (2008) e de R$ 8,32 bilhões (2009). Durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Jobim lembrou que essa proposta foi herdada das negociações feitas entre as Forças Armadas e o então ministro Waldir Pires. Renda líquida Os vencimentos líquidos nas Forças Armadas variam de R$ 207 para os marinheiros-recrutas e R$ 8 mil para os generais do Exército. Jobim disse que a folha de pagamento anual das Forças Armadas chega a R$ 31 bilhões por ano. São cerca de 342 mil militares na ativa, 136 mil inativos e 133 mil pensionistas. O ministro anunciou ainda que vai mudar a forma de apresentação das propostas de aumento de remuneração de militares ao Congresso Nacional. Segundo ele, a prática anterior à sua chegada ao ministério era a de as Forças Armadas se reunirem com o ministro da Defesa e, em seguida, o Executivo enviar um projeto ao Congresso.   A partir de agora, o projeto acertado com as Forças Armadas só será enviado ao Congresso após uma discussão entre o presidente da República e os ministros da Defesa e do Planejamento.   Jobim não quis confirmar se endossará estes índices do estudo, alegando que eles estão ainda em análise. Ele também não quis falar sobre a discussão de concessão de reajustes diferentes para quem é da ativa e quem é da reserva. "Vamos ter de estudar isso com mais tempo agora. Temos uma questão emergencial provisória e depois virá a discussão ampla e definitiva", disse. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), autor do requerimento para realização da audiência sobre aumento para os militares, criticou a proposta do ministro Jobim para o reajuste do soldo dos militares e reivindicou um aumento linear para todas as categorias de 14% retroativo a setembro e 10% a partir de março de 2008. "A proposta do governo é tímida e totalmente equivocada. O projeto apresenta um impacto orçamentário feito por quem não entende nada de matemática", criticou o deputado. (Com Tânia Monteiro, do Estadão)

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