Aumento no Bolsa-Família não dificultará Orçamento

Lula autorizou que famílias com renda mensal de até R$ 137 recebam benefícios; limite anterior era de R$ 120

Agência Brasil

29 de janeiro de 2009 | 17h07

O aumento no número de beneficiários do programa Bolsa-Família não vai dificultar a administração do orçamento em momentos de corte de gastos e queda na arrecadação, afirmou nesta quinta-feira, 29, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.   Ao chegar para a reunião mensal do Conselho Monetário Nacional (CMN), Paulo Bernardo disse não ver contradição no fato de o governo aumentar o valor máximo para a inclusão no Bolsa-Família, um dia depois de a equipe econômica ter cortado R$ 37 bilhões do Orçamento deste ano.   "O governo está fazendo todo um trabalho de revisar a receita, a despesa e vamos inclusive adotar novas medidas em função da conjuntura econômica, como o aumento dos benefícios sociais", alegou o ministro.   No final da tarde de quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou que famílias com renda mensal per capita de até R$ 137 recebam benefícios do Bolsa-Família. O limite anterior era de R$ 120. A medida permitirá a inclusão de 1,3 milhão de famílias em todo o país.   Segundo Bernardo, a inclusão de novas faixas de renda no Bolsa-Família está em linha com outras medidas em elaboração pelo governo, como o pacote para a habitação, previsto para ser anunciado na próxima semana. "Estamos preparando medidas na área habitacional. Portanto, o reajuste do Bolsa Família está dentro do que tínhamos planejado", esclareceu.   O ministro não comentou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada hoje, que apontou que o aumento do Bolsa Família representará novo impulso para o crescimento da demanda, como ocorreu com a expansão do crédito no ano passado.

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