Aumento de verba a deputados é 'ato de justiça', diz Chinaglia

Presidente da Câmara anunciou que recurso a gabinetes de parlamentares subirá para R$ 60 mil este mês

Agência Brasil

17 de abril de 2008 | 15h19

O presidente da Câmara,  Arlindo Chinaglia  (PT-SP), adotou um discurso firme nesta quinta-feira, 17,  ao defender o reajuste da verba de gabinete dos deputados, anunciada ontem. Para ele, o aumento é "um ato de justiça". Ele afirmou tratar o assunto como uma "normalidade administrativa".  Veja Também: Voê concorda com o reajuste?    "Alguns que criticam deveriam dizer que são contra a reposição para os trabalhadores. Todos sabem que, quando se repõe depois de três anos sem reajuste, se faz justiça. Nesse tempo houve reajuste para todos, incluindo servidores do Tribunal de Contas da União e os próprios concursados da Câmara e do Senado. Estamos só fazendo um ato de justiça", disse Chinaglia. "Quando se assume a presidência da Câmara ou do Senado, já se encontra uma estrutura. Quem estiver defendendo demissão em massa de servidores, que assuma", completou Chinaglia. A verba de gabinete sofreu aumento de 18%: passou de R$ 50,815 mil para R$ 60 mil. O reajuste irá representar um aumento na folha de pagamento da Câmara em cerca de R$ 54 milhões. Cada deputado tem direito a contratar entre cinco e 25 assessores com recursos da verba de gabinete. Atualmente, existem 9.500 assessores, com salários que variam de R$ 420 a R$ 8.040. A decisão do reajuste foi tomada por unanimidade pela Mesa Diretora da Câmara e teve como base o IGP-M desde a data do último reajuste, que foi em 2005, até março deste ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.