Aumentar meta de superávit é inadmissível, diz Genoino

A direção do PT começou a manifestar preocupação com as repercussões políticas negativas causadas pelas altas taxas de juros e pelo arrocho fiscal. Meta de superávit primário superior aos atuais 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) é inadmissível, disse hoje o presidente nacional do PT, José Genoino, numa entrevista divulgada pelo próprio PT, em seu portal na internet. Mais tarde, por telefone, Genoino confirmou à Agência Estado tudo o que dissera ao portalEle afirmou que não tem conhecimento de compromisso do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de aumento da meta de superávit primário. Mas, se alguma promessa foi feita, segundo Genoino, só pode ter sido para acalmar mercados e atrair investidores. "Esse negócio de aumentar o superávit não está na pauta. O Brasil não tem nenhuma condição de aumentar o aperto. Tem é de afrouxar", sustentou. "Estamos criando as condições para o crescimento, somente não faremos farra fiscal. Isso não vamos permitir". Genoino disse, ainda, que o governo trabalha para baixar os juros. "Basta ver o que está sendo feito, com um trabalho muito grande de mudança na linha de atuação dos bancos públicos como o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia", disse. Segundo Genoino, os bancos oficiais começarão a financiar o micro, o pequeno e o médio empresário, ao contrário do que acontecia no governo anterior, em que somente os grandes tinham acesso ao crédito.

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