Aumentam no País lares chefiados por mulheres brancas

O número de domicílios que têm mulheres como chefe da família no País é maior entre as famílias brancas. A constatação foi feita em estudo realizado pelo Sistema Nacional de Informação de Gênero, divulgado nesta segunda-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, a proporção de residências chefiadas por mulheres brancas aumentou 1,5 ponto percentual de 1991 a 2000, passando de 53,6% para 55,1%. Já nos lares chefiados por mulheres negras e pardas, houve redução de quase 2 pontos, passando de 45,5% para 43,4%.A pesquisa do IBGE, que cruzou informações do censo 2000, mostrou a diminuição no número de mulheres que se declaravam negras e pardas no Brasil. Entre os anos de 1991 e 2000, a redução nesse percentual foi de 3%. Para os pesquisadores do IBGE, essa redução poderia ser explicada como conseqüência das elevadas taxas de mortalidade materna e condições de vida e saúde mais precárias entre as mulheres negras.EscolaridadeAs mulheres brasileiras, apesar da maior escolaridade, recebem salários em média 30% menores do que os homens. Para os técnicos do IBGE, a relação desigual poderia ser explicada, em parte, pela maior inserção das mulheres no setor de serviços e em ocupações de baixa remuneração e qualificação.As áreas onde as mulheres recebem menos que 70% do rendimento masculino estão concentradas nas regiões centro-oeste, sudeste e sul do País. A maior igualdade de rendimentos, segundo o IBGE, foi observada no Norte e Nordeste, em função do salário ser menor nessas áreas, tanto para homens como mulheres.O mesmo panorama pôde ser verificado na análise por raça. A desigualdade de rendimentos entre brancos e negros ou pardos é mais expressiva nas regiões sul, sudeste e parte da centro-oeste, e menor na norte e nordeste.De acordo com o Censo 2000, em todas as regiões os negros e pardos recebem menos que os brancos, um diferencial que poderia chagar a quase 60%. No caso de mulheres negras o Sistema Nacional de Informações de Gênero constatou que "o quadro é ainda mais perverso, pois elas são alvo de dupla discriminação".

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