Aumenta a população de idosos

A população brasileira está mais velha, segundo apurou o IBGE, por meio da pesquisa "Resultados do Universo" do Censo Demográfico 2000. No ano passado, havia 19,77 idosos para cada 100 crianças. Este índice vem apresentando uma tendência ascendente, segundo o IBGE, já que, em 1991, seu percentual era de 13,9%.Os níveis mais elevados foram verificados nos Estados do Sudeste, destacando-se o Rio de Janeiro, com uma relação idoso/criança de 29,55%. ?As estimativas indicam que esse índice deverá crescer no Brasil a partir da diminuição da proporção da população de crianças e do elevado ritmo de crescimento do contingente de idosos?, salienta a pesquisa.Em 1991, a idade que dividia a população brasileira em dois blocos de 50% cada era de 21,7 anos. Já os resultados do Censo 2000 mostram que a idade média no País alcançou o patamar dos 24,2 anos.O grupo de idosos de 65 anos ou mais no Brasil passou de 4,83% para 5,85% de 1991 até o ano passado. No mesmo período, a população de crianças de 0 a 14 anos diminuiu de 34,73% para 29,60%. Também registrou aumento a fatia de brasileiros com idade de 15 a 64 anos, que corresponde à População em Idade Ativa (PIA). Em 1991, estas pessoas correspondiam a 60,45% da população total, passando a representar 64,55% em 2000.?Até o início dos anos 80, o Brasil ainda mostrava traços bem marcados de uma população predominantemente jovem. Com a pílula anticoncepcional e a esterilização feminina houve a redução da natalidade. Este fator, conjugado com a redução da mortalidade, contribuiu com a caracterização do processo de envelhecimento da população brasileira?, aponta o documento da pesquisa.De acordo com o IBGE, há uma certa elevação da natalidade a partir da década de 90, possivelmente como conseqüência do ingresso do período fértil de um contingente elevado de mulheres. ?Outra hipótese aponta para uma provável postergação, por parte dos casais, em terem seus filhos em tempos de crise econômica?, revela o Instituto.As idades médias mais elevadas foram observadas no Centro-Sul do País, contrastando mais significativamente com as relativas aos Estados do Norte. O Rio de Janeiro foi o Estado que apresentou a maior idade mediana (28,1 anos) e o Amapá, a menor (18,3 anos).O Nordeste foi o destaque entre as demais regiões em relação à diminuição do número de crianças (-16,32%) e também no maior aumento (10,15%) da proporção das pessoas de 15 a 64 anos no período 1991-2000. Já o Centro-Oeste concentra o maior crescimento relativo (30,58%) de pessoas com 65 anos ou mais. Razão de DependênciaO IBGE também calculou a ?Razão de Dependência? no Brasil, que expressa o peso das crianças e dos idosos sobre a População em Idade Ativa (PIA). A relação em 2000 foi de 54,93 de crianças e idosos para cada grupo de 100 pessoas. Em 91, esta mesma relação superava 65%. Na área urbana, a porcentagem é de 52,01% e, na rural, de 68,43%. O Amapá foi o grande destaque de dependência relativa na área rural, com um índice de 100%. Ou seja, há o mesmo número de pessoas em idade ativa e inativa no Estado. Já os Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentaram a menor dependência, tanto em 1991 quanto em 2000, com destaques para o Rio de Janeiro e São Paulo.Leia mais sobre o "Resultado do Universo" do Censo Demográfico 2000

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