Auditores e empresários são presos no Rio por fraudar INSS

Dois auditores fiscais e dois executivos foram presos hoje por agentes da Polícia Federal, acusados de fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Há indícios de que os fiscais tenham recebido propina para ignorar dívidas da Navegação Mansur S/A de R$ 3,5 milhões com a previdência, informou o coordenador da força-tarefa previdênciária, o delegado Wellington Silva. Segundo ele, a estimativa é de que a dupla tenha deixado de arrecadar cerca de R$ 20 milhões para os cofres do INSS. Outros 40 auditores estão sob investigação. No Rio e em São Paulo, o montante das fraudes nos últimos anos pode chegar a R$ 2 bilhões."Essa operação inaugura uma nova fase na investigação das fraudes previdenciárias. O grande ralo do INSS não é a concessão de benefícios, mas a arrecadação", afirmou o delegado Mauro Montenegro, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários (Deleprev). A investigação envolve a Polícia Federal, Ministério Público Federal e INSS. A operação Mar Azul - alusão ao ramo da empresa investigada - foi deflagrada às 6 horas. Os auditores Arnaldo Carvalho da Costa e Paulinéia Pinto de Almeida (já aposentada), o empresário Jorge Brumana Simão e o ex-diretor da Navegação Mansur Amaro de Almeida Rangel foram presos simultaneamente.

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