DIEGO VARA/Agência RBS
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Atual prefeito, José Fortunati é eleito com maioria histórica

Pelo Twitter, Manuela d’Ávila (PCdoB) reconheceu a vitória do adversário, que teve 65% dos votos

Lisandra Paraguassu, enviada especial,

08 de outubro de 2012 | 00h51

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, do PDT, foi eleito neste domingo, 7, em 1º turno, confirmando o favoritismo apontado pelas últimas pesquisas. Fortunati chegou ao final da votação com 65,22% dos votos válidos. Manuela d’Ávila, do PCdoB, ficou em segundo lugar, com 17,76% dos votos válidos. Fortunati, que há dois meses aparecia empatado com Manuela, ultrapassou a candidata e conquistou maioria histórica nas eleições municipais da capital gaúcha.

O resultado também marca a pior situação do PT em Porto Alegre desde a eleição de Olívio Dutra, em 1988, primeiro petista a governar a cidade. O petista Adão Villaverde ficou em terceiro, com 9,64% dos votos, confirmando mais uma vez que a estratégia do partido de sair com uma candidatura própria, mesmo sem nomes fortes, não dá certo.

Manuela reconheceu a derrota quando menos de 20% das urnas estavam apuradas. Pelo Twitter, deu os parabéns ao prefeito eleito e desejou "quatro anos de muito êxito". Ela afirmou que volta para a Câmara dos Deputados. O primeiro a cumprimentar Fortunati foi o governador Tarso Genro, que ligou para o prefeito após o resultado da pesquisa boca de urna.

Fortunati, que tem mais de 70% de boa avaliação em Porto Alegre, beneficiou-se de uma conjunção de fatores para consolidar sua eleição. Uma delas foi a neutralidade da presidente Dilma Rousseff, que ficou o mais distante possível da eleição local e não declarou apoio a ninguém. Amiga de Fortunati, a presidente deu a entender que estaria satisfeita com a vitória de qualquer um dos principais candidatos.

O prefeito também ganhou com a grande rejeição à candidata do PCdoB. Na pesquisa Ibope divulgada sexta-feira à noite, 28% dos entrevistados disseram que não votariam nela em nenhum caso. Já ele tinha apenas 12% de rejeição. Jovem, Manuela não conquistou a confiança dos gaúchos. "Ela vai ser prefeita. Mas daqui a uns 20 anos. Não é hora ainda", disse Cláudio Luz, motorista de táxi.

Mas talvez os fatores mais importantes para a vitória tenham sido uma combinação de dinheiro com a aliança de nove partidos (do DEM ao PMN), mais a inauguração de obras. Nos dois últimos meses, Fortunati mostrou obras e programas até o máximo permitido pela legislação eleitoral. Em uma eleição em que os principais candidatos são de esquerda, ele também arrebanhou votos de antipetistas por ser o candidato mais de "centro" em condições de vencer.

 
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