Atos secretos: Tajra deve pedir processos esta semana

A Diretoria-Geral do Senado deve pedir nesta semana a abertura de processos administrativos individuais para analisar os atos secretos usados para nomear servidores sem concurso público no Senado. Ao todo, 511 atos secretos foram editados no Senado nos últimos 14 anos - período em que Agaciel Maia foi diretor-geral da Casa. Inicialmente o Senado havia divulgado um total de 663 atos secretos, mas depois foi constatado que alguns haviam sido publicados no "Diário Oficial" do Senado ou no Boletim Administrativo de Pessoal. "Vai ser aberto um processo em relação à situação do Henrique (Dias Bernardes), ex-namorado da neta do presidente do Senado, José Sarney, e de outras pessoas em situação semelhante. Com a conclusão desses processos é que vamos decidir o que fazer", informou o atual diretor-geral, Haroldo Tajra.

CAROL PIRES, Agencia Estado

03 de agosto de 2009 | 14h04

Henrique, que foi namorado de Maria Beatriz, neta de Sarney e filha do empresário Fernando Sarney, está entre os 218 servidores contratados por ato secreto, segundo apuração preliminar da comissão responsável. A nomeação dele foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a partir de gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica. Tajra explicou que, com a conclusão dos processos relativos a Henrique Bernardes e outros semelhantes, decidirá o que será feito em relação aos demais casos.

"Vamos abrir um processo individual para pessoas que foram nomeadas por atos secretos, averiguar os fatos e chegar a uma conclusão do que vai ser feito." Segundo a assessoria da diretoria-geral, o relatório final da comissão de servidores que investiga o caso pedirá a exoneração de 80 dos 218 servidores nomeados por atos secretos. Os demais não serão enquadrados, segundo a assessoria, porque são funcionários que não trabalham mais no Senado, ou que se aposentaram.

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