Atos derrubam índices de Cabral

RIO - A passeata de 20 de junho de 2013, dia seguinte à revogação do aumento do ônibus pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), entrou para a história da cidade ao lado de manifestações contra a ditadura militar e pelas Diretas-Já. Pelo menos 300 mil pessoas saíram da Candelária, no centro, em direção à sede da prefeitura - os organizadores falaram em 1 milhão de participantes.

O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2014 | 11h50

Durante duas horas, o protesto foi pacífico, com reivindicações que iam de melhorias em saúde e educação a críticas ao então governador Sérgio Cabral (PMDB). No final, porém, confronto entre ativistas e policiais deixou 55 feridos ou intoxicados por gás lacrimogêneo e sete presos. Agências bancárias, abrigos de ônibus e relógios eletrônicos foram destruídos ao longo da Avenida Presidente Vargas.

Na zona sul, o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, morto após ser abordado por policiais da UPP da Rocinha, motivou passeatas e o movimento “Cadê Amarildo?”, com adesão de intelectuais e celebridades. Os protestos derrubaram a popularidade de Cabral, que durante 36 dias viu um grupo acampar na esquina da rua onde mora, no Leblon (zona sul).

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