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Ato virtual contra Bolsonaro reúne Huck, FHC e ex-presidenciáveis

Mais de 100 pessoas participaram do debate, que contou com a presença de políticos como Haddad, Alckmin, Ciro Gomes, Marina Silva e Guilherme Boulos

Pedro Venceslau e Marla Sabino, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2020 | 22h44

Adversários políticos históricos e personalidades que atuam em campos opostos no espectro político se reuniram na noite desta sexta-feira, 26, em um ato virtual que colocou pela primeira vez no mesmo "palanque' os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (Psol), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o apresentador Luciano Huck, além de governadores e ex-governadores do PT, PSDB e presidentes de 16 partidos.

O formato do ato, que contou com mais de 100 participantes e foi organizado pelo sociólogo Fernando Guimarães, restringiu em no máximo 2 minutos a fala de cada participante e foi marcado por falhas técnicas. Embora o grupo Direitos Já não tenha posição oficial sobre o pedido de impeachment de Bolsonaro, os oradores adotaram tons diferentes.  Enquanto isso os correligionários travaram uma disputa paralela na caixa de comentários. 

Apesar de não contar com a chancela oficial do PT, o ex-prefeito petista Fernando Haddad fez  discurso contundente contra o presidente da República. O ex-prefeito disse que Bolsonaro está "acuado", que o presidente comete crimes de responsabilidade "semanalmente"  e defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria, segundo ele,  ter seus direitos políticos de volta. 

Lula, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hofmann, e a ex-presidente Dilma Rousseff foram convidados para o ato, mas optaram por não ir.  Boulos, por sua vez, defendeu o Fora Bolsonaro, enquanto o FHC defendeu que o momento é de "união pela democracia e à Constituição. Já o governador Paulo Câmara (PSB-PE), afirmou que o Governo Federal  "não tem apreço" pelos princípios democráticos. "O governo federal se exime de seu papel. Retrocesso civilizatório sem precedentes", afirmou. 

Já Ciro Gomes (PDT) falou  em "sentimento de reconciliação" e que disse que é hora de debater "um novo desenho" de projeto e celebrar um "imenso consenso". ""Haverá resistência".  

Um dos primeiros oradores, o apresentador Luciano Huck falou em "novos atores e novas vozes" no debate e disse que se sente "parte" da mudança de paradigma no Brasil. "Chega de iluminar o que nos separa", disse o apresentador. 

Na caixa de comentários, partidários de Ciro Gomes, Geraldo Alckmin (que fez uma fala), Haddad travaram um duelo de hashtags e palavras de ordens. O ato chegou a ter 4.000 participantes no Facebook

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