Ato popular pede cassação de ACM, Jader e Arruda

Um ato popular pedindo a cassação dos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), José Roberto Arruda (sem partido-DF) e Jader Barbalho (PMDB-PA) e em apoio à instalação da CPI da Corrupção no Congresso Nacional reuniu hoje cerca de 500 pessoas, entre intelectuais, artistas, escritores, estudantes e políticos em Divinópolis, região Centro-Oeste de Minas, a 137 km de Belo Horizonte. A iniciativa da manifestação foi da escritora e poetisa mineira Adélia Prado, de 65 anos, que convidou para participar do ato público outros artistas de renome nacional, como o compositor Chico Buarque e o cartunista Ziraldo que, no entanto, não compareceram. Ela recebeu o apoio, por meio de fax e telegrama, do governador de Minas, Itamar Franco (PMDB) e da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT). A poetisa negou que a idéia do ato tenha surgido como um contraponto à manifestação de solidariedade que personalidades e artistas da Bahia promoveram para ACM na última segunda-feira. Ela, contudo, criticou o desagravo ao senador baiano. Como nos protestos que pediam a impugnação do ex-presidente Fernando Collor de Melo, os manifestantes vestiam roupas ou portavam detalhes em preto, "como luto pela imoralidade na política", segundo justificou Adélia Prado. A exemplo dos "cara-pintadas", muitos estudantes pintaram os rostos.A manifestação começou por volta das 9h na Praça da Catedral, considerado o ponto de origem da cidade. Em meio a um buzinaço e aos gritos de "Fora corrupção, queremos punição", os manifestantes caminharam por cerca de três quilômetros até outra praça, a do Santuário, atravessando a região central de Divinópolis, cidade de 180 mil habitantes. "Espero que esse ato se prolifere por todo o País", disse Adélia Prado.

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