Ato marca seis meses da morte dos servidores em Unaí

Parentes, amigos e colegas dos três fiscais e do motorista do Ministério do Trabalho assassinados em Unaí (MG), realizaram hoje um ato ecumênico na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) em memória aos mortos, exatamente seis meses depois das execuções. O chefe da DRT-MG, Carlos Calazans, salientou que apesar da prisão de sete suspeitos de envolvimento na chacina, a motivação para os crimes ainda não está clara. Para Calazans, há ?evidências muito fortes? contra o fazendeiro Norberto Mânica, alvo de investigação da própria Polícia Federal e que poderá ser chamado para depor nos próximos dias.Produtor de feijão na região, segundo Calazans, Mânica ligou logo após o crime para a sede da DRT-MG, na cidade de Paracatu, questionando detalhes dos assassinatos. ?Pouco depois do crime, o senhor Norberto Mânica liga para a delegacia regional do trabalho, a nossa sede em Paracatu, e conversa com os nossos funcionários perguntando o que tinha acontecido, se tinha acontecido algum crime, alguma morte e, sobretudo, se tinha ficado alguém vivo?. De acordo com o chefe da DRT-MG, o fiscal Nelson José da Silva, apontado como o alvo principal dos assassinos, telefonou para sua mulher, Elba Soares da Silva, e relatou que havia estranhado o tratamento cordial que recebeu ao fiscalizar uma das propriedades de Mânica, um dia antes das execuções. ?As evidências são muito fortes contra um suspeito, mas não é prova?, observou Calazans. O fazendeiro não foi localizado ontem em seu telefone celular. Durante o ato ecumênico, colegas dos funcionários assassinados, viúvas e familiares exibiram cartazes e faixas pedindo punição para os envolvidos no crime.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.