Ato marca enterro de líder do MST morto por seguranças

Após confronto, Valmir Motta de Oliveira foi morto por seguranças contratados pela multinacional Syngenta

Miguel Portela, do Estadão

22 de outubro de 2007 | 14h00

Um ato público programado para esta tarde na fazenda Syngenta vai marcar o enterro do líder do MST, morto durante um confronto no domingo à tarde com seguranças contratados pela multinacional - confronto que resultou em dois mortes e oito feridos.  Valmir Motta de Oliveira, 32 anos, líder sem-terra, foi morto com dois tiros, um no abdômen e outro na perna. Valmir, que era conhecido por Keno, era uma das principais lideranças do MST no Oeste do Paraná e liderou a ocupação pela manhã na fazenda. O segurança morto, Fábio Ferreira, 25 anos, levou um tiro na cabeça. O confronto, de acordo com a Polícia Militar, aconteceu por volta das 13h30 em frente ao portão de entrada da fazenda.  O confronto aconteceu durante tentativa dos seguranças da propriedade de retomarem o local, que havia sido invadido  por cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina. De acordo com a Polícia Militar de Cascavel, outras oito pessoas ficaram feridas.  O governo do Estado enviou dois representantes das Polícias Militar e Civil para acompanhar as investigações. O comandante do Policiamento do Interior do Paraná, coronel Celso Mello, garantiu em entrevista esta manhã que todos os envolvidos, incluindo sem-terra e seguranças, serão responsabilizados pelos crimes cometidos no último domingo. A polícia redobrou a segurança na fazenda e região para evitar novo confronto.   

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