Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Protesto 'Fora Temer' vai de Copacabama a Botafogo, no Rio

Ato que começou em frente ao Copacabana Palace é pacífico e chegou ao Canecão, tradicional casa de shows que está fechada há seis anos

Márcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2016 | 12h45

Rio - Cerca de 5 mil manifestantes contrários ao impeachment de Dilma Rousseff protestam na Avenida Atlântica, em Copacabana. O ato pacífico começou bem em frente ao hotel Copacabana Palace e chegou até o Canecão, casa de shows fechada na zona sul do Rio. Aos gritos de "Fora Temer", muitos ostentam cartazes acusando "golpe" no processo que causou a deposição de Dilma. Cabos eleitorais de candidatos de partidos de esquerda à  prefeirtura do Rio engrossam o grupo.

A manifestação estava restrita ao pátio localizado em frente ao hotel, mas às 12h25 o grupo tomou a única faixa da avenida aberta à circulação de veículos - meia pista da Atlântica é fechada aos domingos. 

O número de manifestantes, que começou em cerca de 700 por volta das 12h, subiu rapidamente e há pelo menos 5 mil pessoas protestando. Aos gritos de "Temer golpista" e "Diretas já", os manifestantes caminharam em direção ao bairro de Botafogo e chegaram ao seu ponto final na zona sul do Rio: o Canecão, tradicional casa de shows que está fechada há seis anos e que tem sido ocupada por movimentos especialmente ligados à Cultura, como o #OcupaMinC.

Parte do grupo está no interior da casa e parte nas ruas de entorno. Há bandeiras e faixas de movimentos sociais e diversos grupos políticos.

A deputada federal e candidata a prefeita do Rio pelo PCdoB, Jandira Feghali, juntou-se à manifestação em Copacabana às 13h. Segundo ela, esse tipo de protesto irá se espalhar pelo País. "Só vai aumentar. A sociedade entendeu que que foi golpe e a sociedade não vai se acomodar, principalmente pela agenda que virá", disse a candidata.

São Paulo. Os grupos contrários ao processo de impeachment de Dilma Rousseff também marcaram um ato na Av. Paulista, em São Paulo, neste domingo, previsto para começar as 16h30. A manifestação foi inicialmente proibida pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, pois o local também receberá a passagem da tocha paralímpica neste domingo, só que mais cedo. Após uma negociação com as autoridades, os grupos acabaram mantendo o protesto, só que para depois da passagem da tocha no local, prevista para ocorrer as 13h20.

Desde que o Senado aprovou o afastamento de Dilma, várias capitais no País tem sido palco de protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB). Na capital paulista, por exemplo, ocorreram atos todos os dias da semana passada, com alguns grupos minoritários depredando patrimônio e entrando em confronto com a PM. Em meio à confusão, uma jovem estudante que protestava ficou sem a visão no olho esquerdo após ser atingida por estilhaços de uma bomba da PM.

 

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