Daniel Teixeira|Estadão
Daniel Teixeira|Estadão

Manifestantes protestam contra governo de Temer em SP

Movimentos feministas e LGBT estavam na linha de frente do protesto, que bloqueou a Avenida Paulista, em São Paulo

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2016 | 19h42

Um protesto contra o governo do presidente em exercício Michel Temer ocupou a Avenida Paulista no início da noite desta terça-feira, 17. À frente do ato "Fora, Temer" estavam movimentos feministas e LGBT. Além da negação ao governo interino, manifestantes ressaltaram a falta de diversidade dos novos protagonistas do Planalto. "Esse é  governo que só conversa com uma elite branca, homofóbica e carcomida. Uma gente que perdeu o trem da história há uns 20 anos, disse Maria Letícia Souza, 21 anos, estudante de direito. 

O movimento ocupou a avenida no sentido da rua da Consolação por volta das 18h20. O trajeto só foi definido minutos antes dos manifestantes saírem do vão Livre do MASP. Um dos primeiro gritos a ecoar foi "nem recatada, nem do lar, a mulherada está na rua para lutar".

Ao longo da noite, o grupo seguiu em direção à Consolação e se dirigiu à sede da Fundação Nacional das Artes (Funarte), no centro, onde chegou por volta das 20h30, quando parte do grupo decidiu se unir a manifestantes que ocupavam o edifício desde a tarde desta terça em protesto contra a extinção do Ministério da Cultura. Não houve reação da polícia. O grupo entrou no edifício cantando "cultura sim, Temer não". 

O ex-ministro da Educação e filósofo, Renato Janine Ribeiro acompanhou o movimento e ressaltou a importância da sociedade se fazer ouvir. "O Brasil que sempre foi um país avançado em vários aspectos parece retroceder com esse novo governo. É papel da sociedade ficar atenta a tudo onqur está acontecendo", disse.

Além dos coletivos e movimentos sociais, muitas participações espontâneas, ou sem vínculo com entidades pode ser observada. "Eu trabalho na Paulista. Saí mais cedo para apoiar a meninada e dar meu grito de indignação contra esse governo ilegítimo, falou a advogada Rosana Fernandes, 41 anos.

De novo, gritos de "não tem arrego" mostraram a disposição dos grupos de continuarem nas ruas pelo tempo de duração do governo interino. Muitos mostraram preocupação com a declaração do ministro da saúde, Ricardo Barros, sobre o SUS e também com o currículo do ministro da Educação, Mendonça Filho. " São pessoas que foram indicadas justamente para minar as conquistas dos últimos anos. Acho que um período de trevas vai se abater sobre a nossa saúde e educação e cultura", afirmou Rogério Diógenes, 19 anos, estudante de direito e membro de um coletivo LGBT.

 

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