Ato em defesa do MP reúne mais de 300 pessoas no Rio

Mais de 300 pessoas reuniram-se hoje na sede da Associação Brasileira de Imprensa num ato em defesa do direito de investigação do Ministério Público. O encontro teve apoio da Associação dos Magistrados do Brasil, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e atraiu ainda pessoas beneficiadas pelo trabalho do MP, como o movimento Mães do Rio, cujos filhos foram vítimas da violência policial.?A violência cresce de forma avassaladora, e, em vez de estarmos reunidos para ampliar a malha de combate à criminalidade, estamos aqui tentando salvar a insitituição séria que é o MP, porque querem restringir sua atuação?, afirmou o presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio (Amperj), Marfan Martins Vieira.O poder de investigação do Ministério Público foi questionado pelo deputado federal Remi Trinta (PL-MA), denunciado por desvio de dinheiro do Sistema Único de Saúde por procuradores federais. O Supremo Tribunal Federal decide o caso em setembro, mas dois ministros já votaram a favor do deputado, que quer que as investigações contra ele sejam consideradas nulas. Durante o ato de ontem, o deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), ex-procurador-geral de Justiça do Rio, lembrou que Remi Trinta respondeu a seis inquéritos por desvio de recursos da Saúde e já foi preso pelo crime de racismo. ?Eu era integrante da Comissão de Constituição e Justiça e fui o único a votar para que ele aguardasse o julgamento na prisão, porque se o crime é inafiançável, deve ser para todos?, contou. ?Se o Supremo decidir pela restrição do Ministério Público, essa decisão será contra a sociedade e no sentido de favorecer a ação do crime organizado.

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