Ato ecumênico lembra a morte do índio Galdino

Os cinco anos do assassinato do índio pataxó Galdino de Jesus dos Santos foram lembrados ontem por um ato ecumênico que reuniu cerca de 300 pessoas no local em que ele foi incendiado por cinco jovens. Galdino morreu queimado na madrugada de 20 de abril de 1997. O ato foi promovido pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da CNBB, que aproveitou a manifestação para recolher assinaturas de apoio à aprovação pelo Congresso Nacional do Estatuto do Índio e já conta com mais de 500 mil assinaturas. O documento será entregue em maio aos parlamentares. A homenagem ao pataxó faz parte da Semana dos Povos Indígenas de 2002, que comemorou o Dia do Índio, em 19 de abril, em todo o país. Durante a manhã, foram exibidas danças e músicas índigenas dos índios Fuliô e dos Pataxó Hã-Hã-Hãe, informou o representante do Centro de Formação da Juventude, Fabiano Maciel. Galdino foi morto por Antônio Noveli Vila Nova, Tomás Oliveira Almeida, Max Rogério Alves e Eron Chaves de Oliveira, e por um menor, numa parada de ônibus da Avenida W-3 Sul. Os jovens, todos de classe média, jogaram álcool e atearam fogo no índio, que dormia. Galdino era do sul da Bahia e viera a Brasília participar das comemorações do Dia do Índio naquele ano.

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