Ato de apoio a Lava Jato reúne 1,5 mil pessoas no farol da Barra em Salvador

Os organizadores do movimento destacaram que o movimento é apartidário e, por isso, abrange muitas questões

Cleusa Duarte, Especial para o Estado

26 Março 2017 | 17h02

SALVADOR - Manifestantes vestidos de verde e amarelo e portando bandeiras do Brasil foram às ruas para manifestar apoio ao juíz Sérgio Moro e a Lava Jato, além de pedir a prisão do ex-presidente Lula. O ato neste domingo, 26, aconteceu com um carro de som e um trio elétrico desde as 9 horas da manhã, no Farol da Barra, e foi encerrou por volta das 12 horas no Cristo. Entre as principais pautas estavam o fim do fundo partidário, a Escola sem Partido e o fim do Foro Privilegiado, além do apoio às investigações de corrupção.

Os organizadores do movimento, que afirmam ter levado 1.500 pessoas às ruas na capital baiana, destacaram que o movimento é apartidário e, por isso, abrange muitas questões. A Reforma da Previdência não foi alvo do protesto. Segundo eles, é preciso ter uma reforma, mas com diálogo entre as diversas categorias e setores da sociedade. A Polícia Militar não divulgou o número de participantes.

A organização não esperava pela manifestação ostensiva do grupo intervencionista da Bahia, que deseja o retorno do regime militar. “A intervenção  militar é necessária já. Não podemos aceitar essa bagunça que está ocorrendo no Brasil” garantiu o advogado Tito Cavalcante de 55 anos. Alguns manifestantes carregavam cartazes e faixas verde e amarelas pedindo que as Forças Armadas despertem e assumam logo o poder. 

Do alto do trio, a jornalista e militante do Partido Social Liberal (PSL) Priscila Chammas garantiu que, por ser uma defensora da democracia, assim como o grupo de organizadores do evento, a manifestação de apoio a intervenção foi aceita. Porém, os organizadores do movimento deste domingo não são a favor de nenhuma ditadura. “Nem mesmo a Militar”, enfatizou Priscila, o que gerou um certo desconforto e vaias ao grupo de apoio aos militares no poder. A jornalista, contudo, foi bastante aplaudida.

A Associação de Apoio aos familiares, amigos e portadores de transtornos mentais (AFATOM-BA) também protestou contra o não fechamento dos hospitais psiquiátricos na Bahia através da  Secretaria de Saúde Baiana (SESAB).

A manifestação da caminhada teve a participação e apoio do Movimento Brasil Livre (MBL), do Vem Pra Rua Brasil, do Nas Ruas e  da Ordem dos Médicos do Brasil (OMB). O ato começou e terminou com o Hino Nacional e teve ainda uma saudação ao Senhor do Bonfim. Uma leve chuva ajudou a dispersar um maior número de pessoas nesta manhã no Farol da Barra.

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