Dida Sampaio/AE
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Ato da oposição marca coleta de assinaturas para CPI do Cachoeira

Lideranças do PSDB, DEM e PPS começaram a recolher adesão de deputados para instalar comissão; são necessários 171 nomes na Câmara e 27 no Senado

EUGÊNIA LOPES E JOÃO DOMINGOS, Eugênia Lopes e João Domingos, de O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 16h24

BRASÍLIA - Lideranças do PSDB, DEM e PPS fizeram nesta terça-feira, 17, um ato simbólico para marcar o início do recolhimento de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. A oposição está preocupada com manobras governistas para atrasar instalação da CPI.

São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para a criação da CPI. No Senado, no entanto, 28 senadores já assinaram o requerimento. Ainda não há levantamento preliminar na Câmara com o número de deputados que assinaram o requerimento para a criação da CPI do Cachoeira.

"Pela segunda vez um dos nossos é defenestrado do partido", disse o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), referindo-se ao senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) flagrado pela Operação Monte Carlo em conversas telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira. As lideranças dos três partidos de oposição garantiram que suas bancadas de deputados e senadores vão assinar em peso o pedido de CPI.

"Essa CPI não vai ser fácil. Setores do governo não querem a instalação dessa CPI", observou o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP). "O governo está agora com uma postura claudicante em relação à CPI. Temos de evitar que a CPI termine em pizza", emendou o líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).

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