Ato contra o governo Temer termina em confronto com polícia pelo segundo dia seguido no RS

Os manifestantes também pediam a prisão do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha

Gabriela Lara, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2016 | 10h44

PORTO ALEGRE - Uma manifestação contra o governo do presidente em exercício, Michel Temer, terminou em confronto com a polícia na noite desta sexta-feira na capital gaúcha. Milhares de pessoas se reuniram no centro da cidade no final da tarde, levando faixas e cartazes com dizeres como "Fora Temer" e "Não vai ter golpe". Os manifestantes também pediam a prisão do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

A Brigada Militar (BM) não divulgou estimativa de público. O grupo se deslocou em passeata pelas ruas da cidade, acompanhado pela polícia. No final do trajeto, quando já passava das 21 horas, algumas pessoas interromperam o trânsito no bairro Cidade Baixa. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tentou desfazer o bloqueio, sem sucesso. Após um período, como permaneciam obstruindo a via, os manifestantes foram repreendidos pela tropa de choque da BM.

Os agentes lançaram bombas de gás lacrimogênio para dispersar os participantes. Alguns reagiram jogando pedras. A ação resultou em tumulto e pelo menos três pessoas acabaram presas. De acordo com a BM, dois policiais ficaram feridos.

Na quinta-feira à noite, a polícia também havia usado bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo menor de manifestantes que estava na mesma região da cidade, em outro protesto contra o governo de Michel Temer.

A BM justifica que o uso de bombas de efeito moral está previsto em um protocolo de atuação, em vigor desde o início do ano, para casos de bloqueios e interdição do trânsito que não tenham sido previamente acordados com as autoridades competentes.

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