Ato contra Dilma aconteceu no final da tarde no Amapá

No Amapá, a manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Roussef foi realizada no final da tarde, com concentração na Praça da Bandeira e caminhada até às margens do rio Amazonas.

ALCINÉA CAVALCANTE, Estadão Conteúdo

15 de março de 2015 | 20h01

Foi um protesto pacífico. Não houve nenhum conflito entre polícia e manifestantes.

Segundo a Polícia Militar, 1500 pessoas participaram do ato, mas a organização do evento diz que o número de manifestantes chegou a cinco mil.

No Amapá, desde 1989 - quando voltaram a ser realizadas eleições para presidente da República - o PT sempre conquistou a maioria dos votos. Na última eleição, Dilma teve 61,45% dos votos dos amapaenses.

Apesar do número reduzido de manifestantes, 480 policiais militares e três viaturas, além dos batalhões de choque e de trânsito, acompanharam o percurso.

Nenhum político, celebridade ou partido político apareceu na manifestação. O líder do movimento, Marcos Melo, disse que não participa de nenhum partido político e que as pessoas que estavam na manifestação são gente do povo, cansada da corrupção e da falta de saúde e educação.

Nas redes sociais pouco se falou sobre a participação dos amapaenses no ato que aconteceu neste domingo em todo o país.

Em sua conta no twitter, o internauta Léo Correa disse que "O amapaense adora político corrupto, daí a pouca expressão popular na manifestação...", referindo-se ao fato do governador eleito ano passado ter sido preso em 2010 na Operação Mãos Limpas, que desmontou uma quadrilha acusada de desviar recursos públicos. Os campeões de voto no Amapá em 2014, Marília Góes e o ex-prefeito Roberto Góes, eleitos respectivamente deputada estadual e deputado federal também foram presos na Operação Mãos Limpas.

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