Ato contra ACM reúne 10 mil em Salvador

Pelo menos 10 mil pessoas (seis mil, segundo a PM), participaram da manifestação dos partidos oposicionistas no Centro de Salvador, nesta tarde, contra o ex-senador Antonio Carlos Magalhães. O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciado como a maior estrela do ato, não apareceu. Além das inúmeras faixas, cartazes e panfletos com críticas e xingamentos a ACM, os manifestantes inovaram, distribuindo 1.500 acarajés durante a passeata para, conforme o presidente do Sindicato dos Bancários, Álvaro Gomes, mostrar que na Bahia "nem tudo acaba em acarajé".Aos chegarem à Praça Castro Alves, onde o ato seria encerrado com um comício, os manifestantes se dividiram. Um grupo de 300 resolveu seguir até o Pelourinho, numa provocação clara aos correligionários de Magalhães, e desobedecendo os coordenadores do ato. No entanto, um cordão de isolamento feito pela Polícia Militar na Rua da Misericórdia impediu a passagem dos oposicionistas até o Centro Histórico.PMs e manifestantes ficaram cara a cara, mas apesar do clima tenso e das ofensas dirigidas pelos Estudantes da Juventude Socialista aos soldados, não há notícias de violência.O início da manifestação ocorreu na Praça do Campo Grande, por volta das 17 horas, comandada pelo trio elétrico que havia sido apreendido pela PM, de manhã. O veículo foi liberado após a intervenção de sindicalistas e parlamentares. Vários deputados do PT seguiram na frente da passeata. O deputado Valdir Pires (PT-BA) reclamava da "pizza", que segundo ele, foi o desfecho do caso da violação do painel eletrônico do Senado.

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