Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Ativistas pró-impeachment provocam tumulto na Câmara

Grupo interrompeu uma entrevista de deputados petistas, os hostilizaram e se desentenderam também com jornalistas que trabalhavam no local

DANIEL CARVALHO E NIVALDO SOUZA, O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2015 | 18h41

Atualizado às 22h35

Brasília - Integrantes de um grupo pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Revoltados On Line – provocaram tumulto nesta quinta-feira, 28, no Salão Verde da Câmara dos Deputados e tiveram de ser retirados pela segurança da Casa. Eles interromperam uma entrevista de deputados petistas, hostilizaram os parlamentares e se desentenderam com jornalistas. 

Sem as credenciais que todo jornalista é obrigado a usar para circular pela Câmara, um homem com uma câmera e um jovem com um microfone em que se lia “Fora Dilma e leve o PT junto” abordavam deputados do partido. Ao deputado Henrique Fontana (PT-RS), o jovem gritou: “O PT é surdo!”.

No fim da tarde, quando um grupo de deputados conversava com jornalistas sobre as medidas que tomariam a respeito da aprovação do financiamento privado de campanha – a Casa estava debatendo a reforma política –, a dupla apareceu e tentou abordar a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Não conseguiu e passou, então, a contestar o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) de maneira agressiva. “Ele está impedindo o povo de falar com a deputada. É assim que o PT faz? O senhor foge da verdade? Eu não sou como o senhor e eu não sou como os seus companheiros do PT. O PT sempre foge da verdade”, questionou o jovem, que disse ter levado um chute no tornozelo. 

O bate-boca interrompeu a entrevista e deu início a um tumulto. A Polícia Legislativa só atuou após alguns minutos de confusão. Sob gritos de “Fora” e “Fascistas”, os dois homens foram retirados pelos seguranças. Um deles foi levado ao Departamento de Polícia Legislativa, mas não foi registrado boletim de ocorrência. O mesmo homem voltou ao Salão Verde e juntou-se a outros ativistas, que permaneceram no local mesmo sem trajar paletó e gravata, obrigatórios quando há sessão no plenário. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e seu filho Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) defenderam o grupo. 

Marcha. Nesta semana, o governo foi alvo de outros grupos anti-Dilma em Brasília. Pouco mais de um mês depois de sair de São Paulo caminhando, integrantes do Movimento Brasil Livre entregaram anteontem ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), petição pedindo o impeachment da petista. Um dia depois, ontem foi a vez do grupo Vem Pra Rua se reunir com políticos de oposição contra a taxação de grandes fortunas.


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