Ativista e mãe de vítima da ditadura morre aos 95 anos

Luísa Gurjão Farias, mãe do universitário cearense Bergson Gurjão, morto na Guerrilha do Araguaia nos anos 70, morreu ontem à noite, aos 95 anos, em Fortaleza. Luísa é lembrada pelos ativistas do movimento pela anistia como uma lutadora. Desde os desaparecimento de Bergson, durante a ditadura militar, ela não descansou até descobrir o que de fato havia ocorrido com o filho.

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2010 | 17h25

Os restos mortais do estudante só puderam ser identificados e sepultados no final do ano passado. Apesar da idade já avançada, Luísa esteve presente à cerimônia, que contou com homenagens na reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde Bergson cursava Química.

Mário Albuquerque, presidente da Associação 64/68 Anistia e membro da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, descreve Luísa Gurjão como um exemplo de mãe que nunca abandonou a esperança. "Ela nos deixa uma lição de luta e persistência. Que sua trajetória seja seguida por outras famílias de guerrilheiros que ainda lutam pelo resgate de seus entes queridos", disse Albuquerque.

O corpo de Luísa Gurjão está sendo velado na Funerária Ethernus, e o enterro será amanhã à tarde no Cemitério Parque da Paz, em Fortaleza.

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