Atentado muda rotina de multinacionais no Brasil

As empresas multinacionais de origem norte-americana e européia instaladas no Brasil iniciaram uma corrida para se proteger de atentados terroristas e crimes políticos depois do atentado de 11 de setembro em Nova York, nos Estados Unidos ."Nos últimos anos, o seqüestro político e o terrorismo não eram enfocados pelos sistemas de segurança das empresas instaladas no Brasil, e agora isso mudou", avalia Wagner D´Angelo, diretor de Segurança para o Brasil da Kroll Associates, a maior empresa mundial de consultoria e gerenciamento de riscos.Na última semana, segundo D´Angelo, uma dezena de grandes multinacionais instaladas em São Paulo procurou a Kroll para montar esquemas especiais de proteção contra atentados e seqüestros.De acordo com D´Angelo, o seqüestro político tem características distintas do seqüestro realizado por criminosos comuns. "O seqüestrador político tem outro perfil, outras formas de abordagem e de condução da ação", explica ele."As empresas começam a se preparar no Brasil para proteger seus altos executivos também deste tipo de crime."Mas a grande mudança determinada pelos atentados de 11 de setembro, segundo D´Angelo, será sentida na rotina das empresas. "Esquemas de revista detalhada em automóveis, visitantes e em pacotes que chegam às empresas; sistemas especiais de detecção de movimento em áreas estratégicas e contratação de seguranças especializados já estão sendo instalados nestas multinacionais", conta ele. Muitas empresas, principalmente as de origem norte-americana e israelenses, estão sendo aconselhadas por D´Angelo a retirar de suas fachadas as bandeiras que identificam seu país de origem."Multinacionais sediadas no Brasil adotaram uma consciência rápida sobre a importância de investir num rigoroso planejamento de segurança empresarial e pessoal", avalia.

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