Atentado dificulta acordo com EUA, diz deputado

Os ataques terroristas a Nova York e Washington poderão dificultar ainda mais a aprovação do acordo entre Brasil e Estados Unidos para utilização da Base Aérea de Alcântara, no Maranhão, avalia o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, deputado Hélio Costa (PMDB-MG). Ele quer conversar informalmente com autoridades americanas, para propor alterações no texto do acordo. Para Costa, basta que se mude a redação dos artigos que, na opinião dos parlamentares, afetam a soberania nacional, e o problema estaria resolvido. "Esta seria a única forma de aprová-lo porque, como está, não passa", disse o deputado, para quem os atentados criaram um clima que desestimula o debate sobre o acordo. "O ambiente não é propício para discussão dessa questão, porque ela tem um conteúdo emocional muito forte. Talvez fosse melhor esperar um pouco." A princípio, Hélio Costa quer marcar para o dia 25 a votação do relatório do deputado Waldir Pires (PT-BA), contrário ao acordo. O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, no entanto, não acredita que os últimos acontecimentos possam interferir nadiscussão do acordo. Quintão reagiu às especulações feitas por deputados de que a Base de Alcântara pode se tornar alvo deataques terroristas. "Isso é psicose", disse. O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Gilvan Meira Filho, afirmou que não se pode estabelecer nenhuma relação entre os ataques ocorridos em Nova York e o tratado entre os dois países. "Trata-se de um acordo de proteção de tecnologia, para permitir que satélites de empresas comerciais sejam lançados." Os ataques terroristas aos Estados Unidos foram o principal assunto da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, nesta semana.

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