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Depen investiga atendimento de podóloga a presos da Lava Jato

Departamento Penitenciário do Paraná apura o caso; serviço teria sido autorizado apenas para ex-deputado que sofre de diabete

Edson Fonseca, enviado especial, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2015 | 08h10

CURITIBA - O atendimento de uma podóloga aos presos da Operação Lava Jato está sendo investigado pelo Departamento Penitenciário do Paraná. Membros da corregedoria realizaram uma revista nas celas na noite de quinta-feira. Atualmente, 18 acusados estão ocupando celas do Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e agentes penitenciários denunciaram que alguns dos presos estão "comprando" regalias. Entre os privilégios está o atendimento de uma podóloga.

Segundo o Depen, a Justiça Federal autorizou o atendimento da profissional ao ex-deputado Pedro Correa, que sofre de diabetes tipo 1 e corre o risco de amputação caso não seja submtio ao tratamento. No entanto, os agentes afirmam que outros presos estão pagando R$ 250,00 por sessões com a podóloga.

Os agentes não citaram os nomes dos presos que estariam tendo acesso a privilégios sem autorização da Justiça, mas que além do tratamento com a podóloga, os presos estariam recebendo alimentação especial, levada por parentes.

O Depen justifica que alguns dos presos possuem atestados médicos para ter alimentação especial em função de problemas de saúde.

Entre os presos no presídio em Pinhais estão três ex-deputados federais (André Vargas, Pedro Argolo e Pedro Correa); o ex-diretor da Petrobras Renato Duque; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e executivos e diretores das maiores empreiteiras do Brasil, inclusive Marcelo Odebrecht, que aparece na lista dos bilionários brasileiros da Revista Forbes


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