Atendimento do disque-dengue da Prefeitura do Rio é precário

O Tele Comlurb, que é o serviço da Secretaria Municipal da Saúde do Rio, responsável por divulgar medidas preventivas contra a dengue e o mosquito Aedes aegypti, não funciona como deveria. A reportagem tentou ontem por mais de duas horas até conseguir falar com uma telefonista, que não soube explicar direito como evitar a proliferação do mosquito. "Parece que a senhora não pode acumular água nas plantas, mas não sei exatamente o que jogar para matar os ovos", disse a telefonista.Sobre o roteiro dos carros-fumacê, a telefonista do Tele Comlurb, que funciona no número (21) 2566-1531, informou que não havia prazo nem datas para percorrer os bairros. Ao ser perguntada sobre quando um carro-fumacê passaria pelo bairro da Tijuca, uma das áreas mais infestadas pelo mosquito na cidade, a telefonista disse que não poderia marcar data e que deveria demorar por causa da grande demanda. Segundo a telefonista, desde o início de fevereiro, não há previsão para as visitas do fumacê. "Desde que a Comlurb deixou de fazer as visitas (o trabalho passou a ser feito pela secretaria), não sabemos de mais nada", disse.A Secretaria de Saúde mantém um outro serviço de informação pelo telefone, no número (21) 2273-0846, para informar sobre os sintomas da doença e os locais de postos e hospitais da prefeitura. No Tele Saúde a reportagem também demorou algumas horas para conseguir falar com a telefonista, mas, desta vez, ela soube informar com precisão sobre os sintomas da dengue.

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