Atender a pedidos do PMDB é dar 'cheque em branco', diz Ciro

Deputado defendeu que o governo não recue da decisão que atingiu afilhados peemedebistas na Infraero

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

05 de maio de 2009 | 16h41

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta terça-feira, 5, no Rio não enxergar as pressões do PMDB em torno da pasta das Relações Institucionais e defendeu que o governo não recue da decisão de profissionalizar a diretoria da Infraero. Para ele, o governo não deve atender a pedidos do PMDB de olho na aliança nacional com o partido em 2010. "É um cheque em branco", definiu.

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O PMDB botou José Múcio no alvo dos ataques políticos desde a disputa para a presidência do Senado, no início do ano. Os peemedebistas não perdoam o fato do ministro ter trabalhado pela candidatura de Tião Viana (PT-AC), derrotado pelo senador José Sarney (PMDB-AP). O que o PMDB quer é trocar o apoio à pré-candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência pela abertura de "um assento permanente" para o partido na coordenação política do governo. A legenda quer também a revisão de exonerações Infraero, que atingiram afilhados peemedebistas, o que iria contra a estratégia do governo de profissionalizar a estatal.

Ciro Gomes ainda disse que só a iniciativa dos parlamentares pode retomar uma agenda consistente no Congresso Nacional, após a série de escândalos envolvendo o uso indiscriminado de passagens aéreas. Para o deputado, falta visibilidade aos projetos que tramitam na Casa.

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