Até tropa de choque desaparece

Renan enfrenta debandada de aliados no Congresso

Ana Paula Scinocca e Expedito Filho, O Estadao de S.Paulo

11 de outubro de 2007 | 00h00

Sem o apoio maciço do PT e do PMDB, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vê até sua tropa de choque desaparecer. Desde a véspera, aliados como o senador Almeida Lima (PMDB-SE) nem sequer deram as caras no Congresso. Mais do que isso: quem apareceu mudou de lado, caso de Valter Pereira (PMDB-MS). De todos os seus inveterados defensores, anteontem, quando Renan assistiu a um desfile de senadores que pediam sua renúncia, apenas Gilvam Borges (PMDB-AP) acompanhou a sessão do começo ao fim.Aliados de toda hora, José Sarney (PMDB-AP) e Roseana Sarney (PMDB-MA) não pisaram no plenário. Ontem, o ex-presidente da República passou rapidamente pelo cafezinho e desapareceu.A debandada da tropa de choque de Renan acontece por diferentes razões. No caso de Valter Pereira é vingança por ter sido vetado como relator da CPI das ONGs. Almeida Lima jura estar ao lado do presidente do Senado.Ele justificou sua ausência alegando problemas em seu Estado, Sergipe. O fato é que pediu licença de três dias no momento mais delicado da crise de seu aliado. "Assumi o comando do partido em Aracaju e outras cidades do interior e tive de pedir licença de três dias para resolver os problemas no Estado. Mas na segunda-feira estarei em Brasília. Lamento não ter estado aí ontem (anteontem)", frisou. Apesar da ausência, disse ter conversado com Renan pelo telefone ontem e que ele continuava firme no propósito de permanecer à frente do Senado. "Não há razão para ele mudar de estratégia. Ele está bem e continua na luta. Tudo não passa de tentativa de golpe para tirá-lo da presidência", afirmou.No PT, o cálculo é que toda a bancada, de 12 senadores, está contrária à permanência de Renan no comando do Senado. Segundo um ex-aliado, Renan tem, no máximo, 20 votos no plenário para ser absolvido. No PMDB, ainda tem maioria, segundo senadores do partido. Estaria contra Renan grupo de sete ou oito, sendo que 12 ou 13 o absolveriam. No DEM, o senador ACM Júnior, que votou pró-Renan no julgamento do dia 12, mudou de idéia. COLABOROU

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