JOÉDSON ALVES/EFE-9/12/217
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'Até que não é alto', diz Alckmin sobre sua rejeição de 26%

Governador de São Paulo afirma que disputa presidencial de outubro será uma 'corrida de resistência'

Marcelo Osakabe e Mariana Hollanda, O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2018 | 12h01

"Até que não é alto", disse o governador Geraldo Alckmin sobre o índice de 26% de rejeição a seu nome na disputa presidencial deste ano revelado nesta quarta-feira, 31, por pesquisa do jornal Folha de S.Paulo. O tucano é quinto candidato mais rejeitado, atrás do presidente Michel Temer (60%), Fernando Collor (44%), Lula (40%) e Jair Bolsonaro (29%). Para ele, a tendência é diminuir à medida que o processo eleitoral avançar.

Segundo o presidenciável tucano, esta será uma "corrida de resistência" e a tarefa será chegar ao segundo turno. "Sem o Lula, a pesquisa mostra o (deputado Jair) Bolsonaro em primeiro e o segundo lugar embolado", disse ele ao deixar evento na sede de sindicato do mercado imobiliário, em São Paulo.

De acordo com o Datafolha, Alckmin está estagnado entre 6% e 11% das intenções de voto. Já o líder petista continua liderando todos os cenários, com os mesmos 34% a 37% da preferência do eleitorado. Bolsonaro ficou em segundo, com 15% a 18% das intenções de voto - no mês passado, o parlamentar tinha entre 17% e 18%.

O nome de Alckmin tem sido questionado mesmo dentro do partido, por seu desempenho nas pesquisas eleitorais. Questionado se teme ser preterido, caso continue a patinar, o governador disse que “não tem nenhuma razão pra ter mudanças significativas antes de definição  de convenção e início do processo eleitoral”.

“Pesquisas vão ficar oscilando sem grandes mudanças. Primeiro, porque não é o momento eleitoral, segundo porque você também não tem fato político. Você vê que está tudo meio parecido”, afirmou.

Já sobre a liderança de Bolsonaro em cenário sem Lula, Alckmin disse que “o processo eleitoral só vai ter uma dinâmica melhor depois do início do (horário eleitoral no) rádio, televisão”.  Segundo ele, "vai continuar tudo meio embolado até agosto”, disse

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Alckmin também minimizou o fato de Lula não ter perdido votos mesmo após a condenação em segunda instância pelo Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF-4), na semana passada. "Ainda reflete o fato de ele ser o mais conhecido, pesquisa é muito recall", disse, acrescentando que ainda não descartou a presença do ex-presidente no pleito porque essa é uma decisão da Justiça. "O candidato que o PT escolher nos vamos enfrentar", repetiu.

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SEGUNDO TURNO

Alckmin ​se declarou "otimista" com as chances de chegar no segundo turno da eleição presidencial. "O voto vai ser decidido lá na frente, a população tem mostrado maturidade quando as decisões são tomadas mais próximas do período eleitoral. A tarefa é ir para o segundo turno", disse o presidenciável, destacando que o seu partido venceu em "quase" todas as votações em que chegou nesta fase. "É uma corrida de dois tempos, de resistência e trabalho. Estamos otimistas com a possibilidade de chegar ao segundo turno."

LUCIANO HUCK

O governador reconheceu que uma eventual candidatura do apresentador de televisão Luciano Huck é forte, "não há dúvida", e disse que ele tem "espírito público e vocação". "Ele (Huck) tem realmente espírito (público), vocação, pode servir como candidato e pode servir como não sendo candidato", disse Alckmin. "Se ele vai ser candidato ou não, cabe a ele avaliar."

 

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