Até petistas são contra margem de remanejamento no orçamento de 2002

A proposta da Prefeitura de adotar uma margem maior de remanejamento no Orçamento de 2002 sofrerá resistências na Câmara Municipal. Parte da bancada do próprio PT, partido da prefeita Marta Suplicy, é contra uma margem de remanejamento de 10% a 15% das verbas, conforme previsão da Secretaria Municipal das Finanças. A proposta do Orçamento será apresentada pela prefeita na Câmara, amanhã, mas os próprios vereadores governistas admitem que o assunto provocará polêmica.A margem de remanejamento é o valor que o Executivo pode alterar na aplicação das verbas municipais, no decorrer do ano. Atualmente, essa margem é de 15%. Nos governos anteriores, a bancada do PT defendia o porcentual máximo de 1% na alocação de verbas de uma secretaria para outra. No começo do ano, os governistas conseguiram aprovar os 15% sob a alegação de que o Orçamento tinha sido preparado pelo governo anterior."Sou a favor de uma margem de 5%, que eu sempre defendi", disse o vereador Vicente Cândido (PT). Segundo ele, a margem de remanejamento deveria ser definida em lei, para evitar futuras discussões. Opinião semelhante tem o vereador Nabil Bonduki, também do PT. "Trata-se uma margem excessiva", disse o petista.Os vereadores que defendem a margem de remanejamento maior culpam a previsão de recessão mundial para o próximo ano, devido à tragédia ocorrida nos Estados Unidos, e os projetos do governo que devem ser colocados em prática, como a criação das subprefeituras e o Plano Diretor.Para a oposição, a proposta demonstra a "incorerência" do PT. "Eles estão cuspindo no prato que sempre pregaram", disse o líder do PSDB, Gilberto Natalini. "Acho indecente a incoerência do PT, que sempre defendeu o 1%", afirmou Salim Curiati Júnio (PPB). "O PT não quer ser o que pregava na campanha eleitoral", completou o pepebista

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