Até laptops serão vetados em sessão secreta

Para evitar vazamentos, seguranças fizeram varredura eletrônica no plenário ontem

Ana Paula Scinocca e Expedito Filho, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 00h00

Prevista para durar, no mínimo, quatro horas, a sessão que decidirá hoje o futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá uma série de restrições para evitar vazamentos. Pelo menos 11 seguranças do Senado e dois funcionários da Fiança (empresa terceirizada de limpeza) passaram a noite de ontem fazendo varredura eletrônica em busca de gravadores e celulares no plenário. Os laptops dos senadores - usualmente utilizados nas sessões - também ficarão de fora. A segurança também neutralizou o serviço de áudio, o que significará que os 81 senadores e os advogados de defesa e acusação terão de gritar em plenário para serem ouvidos na sessão. Nem mesmo as taquígrafas, responsáveis por transcrever todas as sessões, poderão participar da de hoje. Além dos advogados e dos senadores, apenas a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra, poderá participar.A ordem foi dada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e executada pelo primeiro vice-presidente, Tião Viana (PT-AC). O petista também advertirá os colegas para evitar, ao máximo, usar os celulares. Renan também queria fechar o Senado para visitas durante todo o dia de hoje. Viana, porém, fez uma ressalva e acabou apenas restringindo a visita às galerias do plenário. No fim da noite de ontem, os senadores ainda não sabiam sequer se poderiam usar os computadores e celulares na sessão. O projeto de resolução apresentado por Delcídio Amaral (PT-MS) e Eduardo Suplicy (PT-SP) parar que a sessão de hoje fosse aberta não foi apreciado pelo plenário.

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