Paulo Fonseca/EFE
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Ataques ao PT partem de quem quer 'a volta da ditadura', diz Pimentel

'Somos um partido que sempre corrigiu seus erros e nunca mudou de lado. Sempre esteve do lado do povo brasileiro', afirmou o governador de Minas

MARCELO PORTELA, RICARDO DELLA COLETTA E RICARDO GALHARDO, Estadão Conteúdo

06 Fevereiro 2015 | 21h13

Belo Horizonte - Recebido aos gritos de "Aécio Neves descanse em paz, o Pimentel já libertou Minas Gerais", o governador do Estado, Fernando Pimentel (PT) afirmou em discurso nas comemorações dos 35 anos do PT que os ataques que o partido tem sofrido partem de quem quer "a volta da ditadura". Sem citar em nenhum momento o termo "corrupção", a Operação Lava Jato ou as denúncias de desvios de verbas da Petrobras, o petista afirmou que a história da legenda é marcada por "dificuldades", mas o partido "sempre corrigiu seus erros" e está "no caminho certo". E, sob aplausos, salientou que "nenhum militante tem vergonha de ser do PT".

Em sua fala, Pimentel lembrou que foi companheiro de prisão do atual presidente do PT, Rui Falcão, durante o regime militar - também esteve preso com a presidente Dilma Rousseff - e que o presente "nunca foi favorável" para os integrantes do partido. "Sempre foi de dificuldade. Mas nunca deixamos de acreditar no futuro, no amanhã. E por sempre acreditarmos no futuro ele chegou", declarou.

"Temos erros, temos imperfeições, sim, mas sabemos corrigi-los. Então, não tenhamos medo da realidade do momento presente. Enfrentamos a ditadura. Aquilo não era para qualquer um e nós fizemos", salientou o governador. E acrescentou que "nenhuma crítica externa vai ser mais severa, mais rigorosa e mais sincera que nossa própria crítica". "Somos um partido que sempre corrigiu seus erros e nunca mudou de lado. Sempre esteve do lado do povo brasileiro. O que não aceitamos são os pré-julgamentos, os pré-conceitos, as denúncias infundadas e o retrocesso político. Querem a volta da ditadura. É isso que está por trás dessa caça às bruxas", concluiu.

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