Ataque virtual aos sites do governo foi o maior neste ano, diz Serpro

As páginas da Presidência da República, Receita Federal e o Portal Brasil ficaram fora do ar durante cerca de 30 minutos durante a madrugada

Agência Estado

22 de junho de 2011 | 19h12

O ataque virtual aos sites da Presidência da República, Receita Federal e ao Portal Brasil, realizado na madrugada desta quarta-feira, 22, foi o maior registrado este ano em volume de acessos, afirmou o diretor superintendente do Serviço de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganotto. Os três portais ficaram fora do ar por cerca de uma hora, enquanto o Serpro bloqueava as tentativas de invasão.

 

Segundo Paganotto, esta foi a terceira grande tentativa de invasão este ano. Durante todo o ano passado, ocorreram quatro tentativas. Ele explicou que o ataque foi realizado por robôs, que capturam endereços de provedores do exterior e os clonam para mandar os ataques de fora do Brasil. Com esse método, os hackers conseguiram 340 milhões de tentativas de acesso em menos de uma hora.

 

"O Ataque começou pela Itália e depois começou a ser feito de dentro do Brasil. São gerados acessos simultâneos fora do normal. Os nossos sistemas, que são avançados, detectam qualquer ação além do normal e bloqueiam os acessos", explicou o diretor em entrevista à rádio ESPN/Estadão.

 

Paganatto garantiu que não houve quebra de segurança e nem acesso a nenhum tipo de dado sigiloso dos portais. "Objetivo do hacker é de tentar congestionar e deixar inacessível e também tentar entrar no site e pichar. Mas o Serpro tem sistemas avançados de proteção e impede a entrada nos sites e os pichamentos. O sistema detecta e emite um alerta para o pessoal de segurança", disse. Os sites ficaram fora do ar entre 00h40 e 1h40 da madrugada.

 

Pelo microblog Twitter, o grupo de hackers LulzSecBrazil reivindicou a autoria dos ataques. Eles também declararam serem os autores do ataque ao site da Petrobras, na tarde desta quarta-feira, e fizeram críticas à política de preços dos combustíveis. O portal ficou fora do ar por cerca de 30 minutos. No entanto, a empresa, por meio da sua assessoria, afirma que não houve um ataque, mas apenas uma instabilidade devido a uma sobrecarga do servidor. Com informações da Agência Brasil

Tudo o que sabemos sobre:
internettecnologiahackerssitegoverno

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.