Ataque na Itália provavelmente foi ato isolado, diz investigador

O ataque à bomba que matou uma adolescente e feriu outras 10 pessoas no sul da cidade italiana de Brindisi provavelmente foi feito por um indivíduo sem nenhuma ligação com a máfia, disse uma autoridade neste domingo.

REUTERS

20 de maio de 2012 | 09h08

O ataque contra a escola Francesca Morvillo Falcone, um instituto de formação profissioal que oferece cursos de moda, turismo e serviço social, deixou a Itália revoltada.

Milhares de pessoas tomaram as ruas em manifestações de solidariedade à escola e à família de Melissa Bassi, a adolescente que morreu na explosão.

"Parece ser obra de uma única pessoa", afirmou Marco Dinapoli, procurador-chefe de Brindisi, que lidera as investigações, a jornalistas neste domingo. Ele disse que a polícia já tinha identificado um suspeito.

"A hipótese mais provável é de que foi um ato isolado," disse, recusando-se a dar detalhes sobre a pessoa que acredita ter feito o ataque.

"No momento, não entendemos qual a motivação para este massacre", relatou Dinapoli, acrescentando que não recebeu nenhum reivindicação pela autoria do ataque.

Suspeitas iniciais apontavam para o crime organizado, porque a escola foi rebatizada com o nome da esposa do juiz anti-máfia assassinado Giovanni Falconi, e o ataque ocorreu dias depois do 20o aniversário de morte do casal, em um ataque à bomba na Sicília.

(Por James Mackenzie )

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