José Patrício/AE
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Ataque de Malafaia mostra 'inquietação' adversária, diz Haddad

Pastor da Assembleia de Deus declarou apoio a Serra e atacou propostas do petista quando era ministro da Educação

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2012 | 17h57

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 1, que os ataques à sua candidatura desferidos pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e o apoio declarado pelo religioso a José Serra (PSDB), são um reflexo do seu crescimento nas pesquisas de opinião de voto.

"Já esperava esse tipo de comportamento da parte dele. Nosso crescimento vai gerar uma inquietação muito grande nas hostes dos nossos adversários", afirmou o petista, após caminhada por São Mateus, zona leste da capital. Para Haddad, Malafaia "está sentindo a mudança, esta sentindo que eu estou crescendo".

Nesta segunda, o pastor declarou apoio a Serra, justificando o gesto com críticas a Haddad, que é atacado por setores evangélicos pela elaboração, sob sua gestão no Ministério da Educação, de um kit de material didático de combate à homofobia - apelidado de 'kit gay'.

"Povo de São Paulo! Gostaria de me omitir nesta eleição, mas não podemos deixar q Haddad, autor do kit gay, vá p/ o 2º turno. Vote em Serra!", escreveu o pastor, no Twitter.

Malafaia é um dos principais críticos da união de casais homossexuais no segmento evangélico. Ele também ataca com frequência a elaboração do "kit gay" e responsabiliza diretamente Haddad pela criação do material. Em abril, ele havia dito ao Estado que se manteria neutro no 1.º turno, mas adiantou que faria campanha contra o petista caso ele avançasse na disputa.

No 2.º turno da eleição presidencial de 2010, Malafaia havia declarado apoio a Serra contra Dilma Rousseff (PT), em meio a uma polêmica sobre o direito ao aborto que influenciou a disputa.

Malafaia tem atuação religiosa no Rio, mas sua influência se estende a alas da Assembleia de Deus em São Paulo. Na eleição carioca, o pastor declarou apoio à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB). / COLABOROU BRUNO BOGHOSSIAN

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