Claudio Kbene/PT
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Ataque a tiros contra acampamento pró-Lula em Curitiba deixa dois feridos

Jeferson Lima de Menezes foi baleado no pescoço e se encontra em estado grave; Secretaria da Segurança Pública confirmou que uma mulher foi ferida no ombro, sem gravidade, por estilhaços de um tiro que atingiu um banheiro químico

Alessandra Monnerat e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2018 | 10h04

SÃO PAULO - Um ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, deixou dois feridos na madrugada deste sábado, 28.

A Secretaria da Saúde do Paraná informou que Jeferson Lima de Menezes, de 38 anos, foi baleado no pescoço.

Inicialmente, ele foi atendido pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Boa Vista na madrugada deste sábado. Em seguida, ele foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador. A vítima foi entubada e se encontra em estado grave, segundo a pasta.

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná confirmou que uma mulher foi ferida no ombro, sem gravidade. Edna Dantas, coordenadora do acampamento, foi atingida por estilhaços de um tiro que atingiu um banheiro químico. 

No Twitter, a presidente nacional da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), informou que  Jeferson é um militante de São Paulo. Segundo o PT, ele fazia a segurança do acampamento no momento em que foi atingido e já não corre o risco de morrer.

Segundo a Secretaria, os disparos foram feitos por uma pessoa a pé. Peritos da Polícia Cientifica do Paraná, policiais militares e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, estiveram no local e recolheram cápsulas de pistola 9 mm. Foi aberto um inquérito para apurar o caso.

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O PT informa que mais de 20 tiros foram efetuados contra os militantes, que fazem uma vigília em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "As pessoas que atacaram esse acampamento passaram várias vezes na frente gritando de forma contrária (ao PT). A situação de intolerância e violência no País está muito grave, não podemos aceitar isso", disse a senadora em um vídeo publicado na página de Lula no Facebook.

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A pré-candidata do PCdoB à Presidência, Manuela D'Ávila, também se manifestou no Twitter sobre o episódio, que chamou de "consequência do ódio semeado nas redes e da total ausência de esclarecimento sobre o episódio similar com a caravana de Lula". Ela também fez críticas a outro pré-candidato, Jair Bolsonaro (PSL), que simulou tiros contra um boneco do ex-presidente, preso e condenado pela Operação Lava Jato.

A Avenida Mascarenha de Morais, no bairro Santa Cândida, foi fechada por manifestantes. Eles atearam fogo em pneus, mas a via já foi liberada.

Tiros contra caravana

Em nota, o PT destacou que este é o segundo atentado contra apoiadores do ex-presidente Lula neste ano. No dia 27 de março, dois ônibus da caravana do petista foram alvejados com tiros entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná. No início de abril, a polícia identificou que os disparos foram de uma arma de fogo calibre 32. No entanto, a investigação ainda não identificou suspeitos.

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Integrantes da vigília Lula Livre afirmaram, por meio de nota, que os militantes foram agredidos no dia 17 deste mês, quando o acampamento foi transferido de local. “Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial. Fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança. Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, afirmou Dr. Rosinha, presidente do PT do Paraná e integrante da coordenação da vigília, de acordo com a nota.

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