Associações de jornalismo protestam contra agressão da PM a fotógrafos em manifestação

Em nota, ABERT, ANER e ANJ cobram apuração das autoridades e punição dos responsáveis

O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2017 | 12h14

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestaram nesta sexta-feira, 26, contra as agressões da Polícia Militar aos fotógrafos André Coelho, do jornal O Globo, e Joedson Alves, da agência EFE, nos protestos em Brasília contrários ao governo de Michel Temer, na última quarta-feira.

As associações reforçam, em nota conjunta, que "Os profissionais estavam cumprindo sua missão jornalística, devidamente identificados, e nada fizeram que justifique a violência da Polícia Militar". Denunciam, ainda, que a agressão é um "flagrante o despreparo dos policiais em relação ao trabalho jornalístico em manifestações como a de quarta-feira" e lamentam que "episódios como esse têm acontecido com frequência".

A nota, que disse que o cerceamento dos jornalistas agride, também, o direito dos cidadãos de serem informados, cobra investigação por parte das autoridades e punição aos responsáveis pelas agressões. "É inadmissível que jornalistas sejam agredidos e tenham sua integridade física ameaçada no exercício da atividade de reportar a realidade à sociedade brasileira", afirmaram. 

As agressões contra Coelho foram registradas em fotos feitas por Alves. O policial chegou a atirar em direção aos pés do fotógrafo d'O Globo. Segundo publicação de hoje do jornal carioca, Coelho informou ao policial que era jornalista, mas nem assim cessaram as agressões. Após perceber que Alves fotografava, o policial deu um tapa na câmera. 

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