PAULO WHITAKER
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Associação Nacional de Juízes Federais e Promotores da Lava Jato defendem Moro

'O Ministério Público e a Justiça não se amedrontarão e darão fiel cumprimento à Constituição e às leis', afirmou o procurador da República Deltan Dallagnol, em Curitiba

Álvaro Campos, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2016 | 14h28

São Paulo - Representantes da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e os promotores que participam da Operação Lava Jato leram no começo da tarde desta quinta-feira, 17, manifestos de apoio ao juiz Sérgio Moro, durante ato em Curitiba (PR). O juiz Nicolau Couto leu um documento no qual a Ajufe expressa total apoio à independência de Moro e de todos os magistrados federais que atuam na Lava Jato. "A construção de uma sociedade livre exige um Judiciário forte e independente, e para isso é preciso assegurar aos juízes a liberdade de decidir conforme seu entendimento", afirma o texto.

Couto diz que a associação está vigilante a tentativas temerárias de ingerência nas decisões judiciais por outros meios que não os estabelecidos na ordem jurídica. Ele lembrou que o sistema judicial prevê meios pelos quais as decisões podem ser impugnadas, se for o caso. "A Justiça brasileira tem uma história centenária, pautada na defesa dos direitos dos cidadãos e da ordem democrática". Segundo ele, os juízes jamais aceitarão retrocessos, especialmente via intimidações para atender "determinadas situações especiais".

Já o procurador da República Deltan Dallagnol lembrou que as decisões de Moro foram proferidas a pedido do Ministério Público, que assume a responsabilidade pela condução das investigações. "A força das investigações da Lava Jato deriva da busca da verdade e da Justiça, com base em princípios e regras compartilhados com a sociedade e estabelecidos pela Constituição. O Ministério Público e a Justiça não se amedrontarão e darão fiel cumprimento à Constituição e às leis", afirmou. "Reafirmamos nossa confiança nas instituições democráticas, no funcionamento do Judiciário e no princípio republicano, no primado de que todos são iguais perante a lei", acrescentou.

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