Associação Mundial de Jornais cobra Lula por censura

A Associação Mundial de Jornais (WAN) e o Fórum Mundial de Editores (WEF), entidades que representam 18 mil publicações, 15 mil sites e mais de 3 mil empresas em mais de 120 países, enviaram ontem carta conjunta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O texto expressa ?profunda preocupação? com a censura ao jornal O Estado de S. Paulo e pede ?ação? de ambos para que a decisão seja revertida.

AE, Agencia Estado

11 de agosto de 2009 | 10h14

Subscrita por Gavin O?Reilly, presidente da WAN, e Xavier Vidal-Folch, presidente da WEF, a carta afirma que a liminar concedida pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, configura ?censura prévia? e, dessa forma, o Brasil permite a violação do direito de livre expressão, que ratificou em convenções internacionais e na Declaração Mundial dos Direitos Humanos.

?Respeitosamente pedimos a vossa excelência que faça tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que essa decisão seja anulada e que seja permitido à imprensa publicar livremente reportagens sobre todos os assuntos de interesse público?, anotam WAN e WEF. ?Contamos com o compromisso do senhor para que no futuro seu país respeite todos os acordos.?

No dia 30 de julho, Dácio Vieira proibiu o periódico de divulgar informações a respeito da Operação Faktor, conhecida como Boi Barrica, da Polícia Federal, que envolve Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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