Associação defende Janot e diz que procuradoria não sofre influência política

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) saiu em defesa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, neste domingo, 8. Janot tem sido alvo de críticas nos últimos dias, após a divulgação da lista de políticos que serão investigados na Operação Lava Jato.

BEATRIZ BULLA, Estadão Conteúdo

08 de março de 2015 | 23h26

Em nota, a ANPR sustenta que Janot e os integrantes do Ministério Público Federal (MPF) atuam na Lava Jato "sem se deixarem intimidar ou influenciar" por ingerência política e manifesta "irrestrito apoio ao procurador-geral da República na condução das investigações".

Neste domingo, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - um dos investigados - acusou Janot de "agir politicamente em conjunto com o governo" e de ter "escolhido" quem investigar.

Em coluna publicada ontem no jornal O Estado do Maranhão, o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) acusou Janot de incluir sua filha, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) na lista de investigados sob suspeita de corrupção na Petrobrás por vingança.

"É atribuição inalienável dos procuradores da República a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais. O procurador-geral e demais colegas, no curso da Lava Jato, vêm apenas primando, com disciplina, sobriedade e esmero, a honrar tais compromissos, sem se deixarem intimidar ou influenciar por qualquer ingerência política", defende a ANPR.

A nota é assinada pelo Procurador Regional da República, Alexandre Camanho. A associação aponta a "competência e seriedade" com que ações referentes à Lava Jato estão sendo executadas e "assegura à população" que os procuradores seguem o estabelecido na legislação brasileira "visando tão somente ao seu cumprimento e à proteção do patrimônio público e da probidade administrativa".

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