Associação de oficiais questiona ato de diretor da Abin

A Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência (Aofi) questionou nesta quinta-feira, 31, em nota, decisão do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, de aconselhar a aposentadoria do agente 008997. O agente colaboraria com o governo dos Estados Unidos, mesmo após ser descoberto pelo Departamento de Contrainteligência da Abin, e sem os procedimentos administrativos condizentes com o caso.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

31 de outubro de 2013 | 17h41

De acordo com a Aofi, as informações divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo no domingo, 27, "não parecem divergir das percepções compartilhadas" entre os oficiais de inteligência da Abin. A associação questiona o fato de a direção não ter tomado "providências" e avisa que "estuda a melhor maneira de atuar para que os fatos abordados nas reportagens tenham consequências condizentes com a gravidade dos fatos e com um órgão de inteligência que preza pela proteção de suas informações e de seus meios de trabalho".

No início da semana, a Aofi afirmou que estudava ingressar com ação no Ministério Público (MP) para investigar o diretor-geral da Abin por crime de prevaricação. Depois de questionar a "parcialidade com que o caso foi tratado pelo diretor-geral", a Aofi diz que "não deve condescender com a desmoralização do trabalho realizado por nós, servidores da Abin, bem como com o prejuízo à imagem da instituição". De acordo com a direção da associação, o caso merece atenção, dada a gravidade da acusação quanto à conduta do servidor aposentado e à decisão de Trezza de não tomar os procedimentos administrativos necessários.

A Aofi lembra que, em caso recente, o ex-servidor Willian Tomazi Nogueira, que teria agido com conduta questionável, foi exemplarmente demitido. Mas, ressalvando que, no caso do suposto agente duplo, o servidor teria sido aconselhado a se aposentar, recebendo proventos integrais, sem qualquer investigação administrativa ou criminal.

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