@venezuelalucha/Instagram
@venezuelalucha/Instagram

Associação de magistrados repudia protesto contra senadores brasileiros na Venezuela

Parlamentares foram obrigados a voltar ao Brasil depois de terem sido impedidos por manifestantes de cumprir agenda oficial no país

O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2015 | 11h47

SÃO PAULO - A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou nesta sexta-feira, 19, uma nota de repúdio aos protestos feitos contra a comitiva de senadores brasileiros que viajaram à Venezuela essa semana em missão oficial. 

O grupo de parlamentares do PSDB,  liderado pelos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), voltou ao Brasil após cinco horas de espera e duas tentativas frustradas de sair do aeroporto metropolitano em direção ao centro da capital Caracas, a 21 quilômetros dali. 

"Os últimos acontecimentos envolvendo senadores do parlamento brasileiro que foram impedidos de visitar presos políticos na Venezuela merecem repúdio da magistratura brasileira e representam uma violação do governo a democracia, a independência judicial e a liberdade de ir e vir dos indivíduos", escreveu o presidente da associação, João Ricardo Costa, ao lamentar o episódio. "A AMB espera que o governo venezuelano apresente suas escusas diante da agressão contra os senadores brasileiros".

 

O grupo de oito parlamentares, todos opositores à presidente Dilma Rousseff, visitaria líderes de oposição a Maduro, inclusive Leopoldo López, em greve de fome há 25 dias, e almoçaria com membros da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática. Havia, ainda, previsão de encontros com parentes de presos políticos e uma visita ao prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, que cumpre prisão domiciliar. Mas a comitiva teve de voltar antes do previsto ao Brasil. 

Tudo o que sabemos sobre:
VenezuelaAMBAécio NevesPSDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.