''Assinei como testemunha porque estava por perto'', afirma Emediato

O aliado de Paulinho e atual presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), Luiz Fernando Emediato, informou que não tinha, na época da assinatura do acordo, relação com a ONG Meu Guri - "a não ser simpatia" - e relatou como ajudou a entidade."Minha editora adotou uma criança abrigada lá e toda vez que a criança sai adotamos outra. Pagamos 400 reais por mês para ajudar a manter o abrigo Meu Guri", explicou. "Também indiquei o famoso pedagogo - e meu amigo - Antonio Carlos Gomes da Costa, para dar consultoria ao Meu Guri no instante em que pleiteava recursos do BNDES para construir sua sede própria na Cantareira. Até onde sei, o BNDES apoiou uma iniciativa séria, que, para seu custeio, não conta com nenhum recurso público, só privado." Ao ser questionado sobre por que assinou como testemunha, resumiu: "Porque pediram e eu estava por perto. Testemunha é isso."Sobre o terreno que hoje abriga a Meu Guri (num loteamento na Serra da Cantareira), Emediato explicou como indicou a área para a ONG. "Nos anos 80, eu e vários jornalistas do Estadão (Emediato foi editor do Caderno 2 nos anos 80) compramos terrenos lá. Só eu fui morar lá, em 1982. Até hoje moro na mesma casa", disse. "Eu soube que havia lá um terreno de 100 mil m2 quadrados que só pagava imposto territorial rural, e era muito barato, pela declividade, e recomendei que o Meu Guri tivesse a sede construída lá. Era para ter sido construída em Itaquera. Acho que lá foi melhor. Eu me orgulho de ter indicado este local. Não sei quem era o dono, só indiquei o terreno, porque vi uma placa de ?vende-se? lá, e a partir daí negociaram com o corretor de imóveis da região."

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